Fobias da Tata

Vivendo com Maniafobia e Claustrofobia no Tempo

Acabei de chegar do banco


E pelo amor! Eu devo estar muito véia….Não é possível. Na fila do banco comecei a pensar numa questão filosófica levantada em muitas aulas da pós-graduação e graduação. O direito seu acaba quando começa o da outra pessoa? Em todas as questões, em espaço, som, em tudo isso, será que é verdade?

O primeiro caso da fila do banco é o da moça na sua frente que começa a ligar pra um monte de gente no celular e começa a berrar, mas coloca a mão na frente porque pensa que desta maneira, ela está abafando o som. Sonho dela apenas: todo mundo ouviu a conversa do parcelamento da dívida, se vai levar ou não o carro pra fazer vistoria e se a filha dela sabe ou não o telefone do Gustavo, porque ela ia demorar pra chegar.

O segundo caso foi o que mais me espantou. Eu não estava num banco, mas sim numa balada! Isso mesmo, BALADA! Um rapaz me liga seu “super” celular sony-ericsson e coloca várias músicas de balada pra todos, isso mesmo, TODOS na fila ouvirem. Ele selecionou a música e ON: pronto! enfiou o celular entre a calça e a cueca, levantou a camisa e lá estávamos todos ouvindo Destination Calábria! Filho, coloca o fone de ouvido e ouça apenas você.

É por isso que eu digo a questão do direito: ele tinha o direito total de ouvir as músicas que ele queria no celular dele, mas enfia um fone de ouvido, que eu tenho certeza que deve ter vindo junto ao celular, e ouça apenas ele. Pronto. Ele está exercendo o direito dele de ouvir o que quer, e respeitando o meu direito de não ouvir o que eu não quero! Viu como é fácil? Ninguém sai machucado nem sangrando…rs…

Acho que a velhice tá vindo com tudo….



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